segunda-feira, janeiro 26, 2026

CORPO DO ÚLTIMO REFÉM ISRAELITA RESGATADO DE GAZA


O corpo do sargento-major Ran Gvili foi finalmente recuperado de Gaza, onde se encontrava enterrado num cemitério do enclave. A detenção de um elemento do grupo terrorista Jihad Islâmica Palestiniana permitiu que este ajudasse na localização do corpo do refém. Segundo parece, pensava-se que o corpo dele seria de um palestiniano. Foi necessário analisar 250 corpos enterrados no local para se conseguir identificar o do refém israelita. 


Gvili foi assassinado no massacre do 7 de Outubro e o seu corpo levado pelos terroristas para Gaza. 

Este é o último refém resgatado de Gaza, ficando assim completo este compromisso assumido pelo primeiro-ministro Netanyahu. 


Após cerimónias militares já realizadas esta tarde, o corpo será entregue à respectiva família. 

Bem hajam as forças de Israel!

quinta-feira, janeiro 22, 2026

LÍDERES MUNDIAIS ASSINAM "CONSELHO DE PAZ" EM DAVOS


O presidente Donald Trump deu esta manhã início à cerimónia de assinaturas do "Conselho de Paz", que será subscrito por dezenas de líderes e diplomatas mundiais, entre os quais vários países muçulmanos. O "Conselho de Paz" passará agora a ser oficialmente uma organização internacional, que alguns dizem pretender substituir ou esvaziar a moribunda ONU.


No seu discurso inaugural, Trump afirmou que "temos paz no Médio Oriente." Segundo ele, a guerra em Gaza "está a chegar ao fim", apesar de ainda existirem "pequenos fogos" que importa apagar. Trump referiu-se ao Hamas, afirmando que o grupo terá de entregar as suas armas, caso contrário, "será o seu fim."

O secretário de estado norte-americano Marco Rubio disse esta manhã na conferência que o foco deste novo conselho é "primeiro e acima de tudo" assegurar que "este acordo de paz em Gaza se torne duradoiro." Rubio afirmou ainda que este conselho é "um conselho de acção. O novo conselho servirá como um exemplo do que será possível em outras partes do mundo sem perder o foco naquilo que agora está diante de nós."


Os 2 primeiros países a assinar entretanto a sua adesão a este "Conselho de Paz" foram precisamente o ministro representante do Barein, Sheikh Isa Al Khalifa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Marrocos, Nasser Bourita. Ambos os países aderiram aos "Acordos de Abraão" ainda durante o primeiro mandato de Trump. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, janeiro 21, 2026

PARA ALÉM DE ISRAEL E OUTROS, 8 PAÍSES MUÇULMANOS, INCLUINDO A ARÁBIA SAUDITA, ANUNCIAM ADESÃO AO "CONSELHO DE PAZ" PARA GAZA


São pelo menos até agora 8 os países muçulmanos que aderiram ao "Conselho de Paz" para Gaza proposto pelo presidente Donald Trump. São eles a Arábia Saudita, a Turquia, o Egipto, a Jordânia, a Indonésia, o Paquistão, o Qatar, e os Emirados Árabes Unidos. Cada um destes países irá indicar um representante para se sentar no painel dos líderes mundiais.

O "Conselho de Paz" recebeu um mandado do Conselho de Segurança da ONU para supervisionar a administração de Gaza no pós guerra até ao final de 2027, embora os EUA almejem utilizar o painel para a resolução de conflitos pelo mundo fora. 

O painel irá reunir-se algumas vezes por ano. Um painel mais executivo irá ser nomeado na próxima Sexta-Feira. 

Na declaração emanada dos países muçulmanos anunciando a sua adesão ao "Conselho de Paz", foi reiterado o seu apoio a "uma paz justa e duradoira fundamentada no direito palestiniano à auto-determinação e a um estado independente, de acordo com a lei internacional, pavimentando assim o caminho para a segurança e a estabilidade para todos os países e povos da região."

Sabe-se entretanto que o presidente Trump tem feito outros convites a personalidades para que adiram também ao Conselho, incluindo o papa Leão XIV, o líder chinês, o presidente russo, e vários outros. O primeiro-ministro israelita já aceitou o convite. 

TRUMP AMEAÇA O HAMAS

Na sua longa intervenção de hoje no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente Trump alegou haver "paz no Médio Oriente", acrescentando existirem ainda "algumas pequenas situações como o Hamas." Trump afirmou que o Hamas tinha prometido entregar as suas armas, embora na realidade o grupo terrorista palestiniano tenha se recusado a desarmar. 

"Eles nasceram com uma arma nas mãos, por isso não é fácil" - desabafou Trump, acrescentando: "Foi isso que eles concordaram, eles vão fazê-lo. E vamos sabê-lo nos próximos dois a três dias, certamente nas próximas 3 semanas, se eles o farão ou não. Se não o fizerem, vão rebentar muito rapidamente."

Trump informou que muitos dos 59 países interessados em participar na força para a manutenção da paz em Gaza "querem vir e despachar o Hamas para fora. Eles querem fazer o que puderem."

A ver vamos...

Shalom, Israel!

terça-feira, janeiro 20, 2026

ISRAEL AUMENTA PARA 48 O NÚMERO DOS SEUS AVIÕES DE GUERRA F-35


Israel continua a dominar o espaço aéreo do Médio Oriente.

No passado Domingo as IDF confirmaram que a Força Aérea de Israel tinha recebido 3 novos aviões caça F-35, tendo os mesmos aterrado na base aérea de Nevatim, no Sul de Israel. Estes novos aviões adquiridos à norte-americana Lockheed Martin vêm assim expandir a frota israelita da 5ª geração para 48 aviões F-35. Com esta entrega, Israel já recebeu 48 dos 50 aviões F-35 comprados aos EUA. Os restantes dois deverão ser entregues até ao final deste ano.

Estes aviões têm desempenhado um papel cada vez mais crucial na manutenção da superioridade aérea de Israel pelo Médio Oriente. A Força Aérea Israelita tem neste momento mais experiência em combate aéreo do que qualquer outra nação do mundo. 

Ao contrário de outros modelos mais antigos como o F-16 e o F-15, os caças F-35 possuem uma capacidade furtiva que lhe permite escapar aos sistemas de radar inimigos. 

"A Força Aérea de Israel tem provado as suas capacidades em operações críticas com os esquadrões 116 e 140, e procuramos ainda aumentar esse forte desempenho. Juntando uma combinação de capacidade furtiva, fusão sensorial e guerra electrónica, a 5ª geração dos F-35 assegurará que a Força Aérea Israelita permanece na dianteira das ameaças actuais."

Os aviões F-35 desempenharam um papel crucial na histórica operação ofensiva israelita "Operação Leão Desperto" contra os activos nucleares, militares e de mísseis do Irão no passado mês de Junho. Os aviões furtivos possibilitaram à Força Aérea fugir aos radares iranianos e neutralizar os mesmos.

As capacidades furtivas dos caças F-35 abriram também o caminho para que os antigos F-15 e F-16 israelitas pudessem participar na ofensiva aérea sem precedentes contra o Irão e que envolveu cerca de 200 meios aéreos da Força Aérea.

Enquanto os caças F-35 oferecem capacidades furtivas avançadas, estes aviões da 5ª geração possuem uma menor carga útil capaz de carregar mísseis e bombas. A FAI tem por isso emparelhado a expansão da sua frota de F-35 com upgrades para outras plataformas ofensivas. Israel requereu à Boeing norte-americana a compra de 25 caças avançados F-15EX em Janeiro de 2023. Entretanto, já em Setembro de 2025 a FAI deu sinais de querer fazer um upgrade dos seus antigos caças F-16 Barak devido ao seu desempenho estelar durante a ofensiva militar contra o Irão em Junho passado. A verdade é que os pilotos comprovaram ser capazes de levar esses aviões até ao Irão e voltar sem necessidade de reabastecimento.

Shalom, Israel!

sábado, janeiro 17, 2026

TRUMP FORMA "CONSELHO DE PAZ PARA A FAIXA DE GAZA" CONTESTADO POR ISRAEL


Querendo liderar o processo de paz entre israelitas e palestinianos para a Faixa de Gaza, e iniciando formalmente a segunda fase do acordo por ele programado, o presidente Donald Trump veio agora formar um "Conselho de Paz" que ele próprio presidirá, e que incluirá o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, o seu secretário de estado Marco Rubio, o enviado especial norte-americano Steve Witkoff, e ainda Jared Kushner, genro do presidente, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. 

Este "Conselho de Paz" irá supostamente liderar um comité palestiniano de tecnocratas, que se espera seja tecnocrata, temporário e apolítico, e que inicia hoje os seus trabalhos. 

"O Conselho de Paz desempenhará um papel essencial no cumprimento dos 20 pontos do plano presidencial, proporcionando supervisão estratégica, mobilizando recursos internacionais e garantindo a responsabilização à medida que Gaza transita do conflito para a paz e o desenvolvimento" - refere um comunicado da Casa Branca. 

"Para concretizar a visão do Conselho de Paz sob a presidência Trump, foi formado um conselho executivo fundador composto por líderes nas áreas da diplomacia, desenvolvimento, infraestruturas e estratégia económica."

Para além de Blair, Rubio, Witkoff e Kushner, integra também o Conselho Robert Gabriel, vice-conselheiro de segurança nacional norte-americana. O bilionário norte-americano Marc Rowan também fará parte deste Conselho. 

Segundo refere a Casa Branca, cada um dos nomeados irá supervisionar "uma pasta definida, crucial para a estabilização e o sucesso a longo prazo de Gaza, incluindo, entre outros, o desenvolvimento, a governação, as relações regionais, a reconstrução, a atracção de investimento, o financiamento em grande escala e a mobilização de capital."

Um comité tecnocrático composto por 15 personalidades palestinianas deverá administrar provisoriamente o território, sob a tutela do "Conselho de Paz."

Este plano foi aprovado em Março passado com o apoio de países europeus, e prevê a reconstrução da Faixa de Gaza sem deslocar os seus mais de 2 milhões de habitantes. 

O mais importante neste momento é a habitação, uma vez que uma grande percentagem das casas ficaram total ou parcialmente destruídas com a guerra. Prevê-se também o total desarmamento do Hamas, a retirada progressiva das forças israelitas, e o destacamento de uma força internacional de estabilização. 

ISRAEL REAGE NEGATIVAMENTE A ALGUMAS NOMEAÇÕES

Numa rotura com o plano de Trump, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu reagiu ao anúncio da formação do "Conselho de Paz", alegando que o seu comité executivo "não foi coordenado com Israel e contradiz a sua política."

O comité executivo inclui elementos do Qatar e da Turquia, dois países altamente críticos à postura de Israel na Faixa de Gaza. 

MAIS CONVIDADOS

Sabe-se entretanto que Trump convidou o actual primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para se juntar ao Conselho, e que este tenciona aceitar. 

O convite foi também estendido ao actual presidente da Argentina, Javier Milei, tendo este declarado ser "uma honra" participar na iniciativa presidida por Trump.

O actual presidente do Egipto Abdel-Fattah el-Sissi foi também convidado pelo presidente norte-americano, estando o convite em "análise". 

Mas a controvérsia pior com estes convidados surge com o convite feito por Trump ao presidente turco Recep Erdogan, um declarado inimigo de Israel, que tem sistematicamente rejeitado qualquer envolvimento turco em Gaza. 

Só o tempo dirá no que tudo isto vai dar, mas de uma coisa estamos certos: não será nada fácil gerir todos estes interesses e ambições de Trump. E Israel não pode nem deve ficar de fora deste Conselho, uma vez que é uma das partes mais interessadas na resolução do conflito com os palestinianos. 

Shalom, Israel!

sexta-feira, janeiro 16, 2026

NETANYAHU TERÁ PEDIDO AO PRESIDENTE TRUMP PARA ADIAR O ATAQUE AO IRÃO


Vive-se num perigoso impasse no Médio Oriente. O presidente Trump mandou suspender o ataque ao Irão na madrugada de ontem quase ao último minuto. Sabe-se no entanto que o ataque aos interesses militares do regime satânico dos aiatolás do Irão não foi cancelado, apenas adiado, aguardando-se uma melhor altura. Segundo várias fontes, vários países terão pedido a Trump para suspender o ataque, tendo Israel em particular pedido mais tempo para se poder equipar melhor e a tempo para a defesa face a uma possível retaliação por parte do Irão. Outros países árabes e muçulmanos alegaram que o ataque iria despoletar um grande conflito regional.

Israel continua em prevenção máxima, com todos os sistemas de defesa anti-aérea "Iron Dome" estacionados em várias partes do país. Hoje mesmo o comandante supremo das IDF visitou os vários sistemas de defesa espalhados pelo país para constatar a sua prontidão. Israel já avisou que não está interessado num ataque ao Irão, mas que apoiará no entanto os EUA se tal decisão for tomada. Jerusalém e Washingtom estão a manter consultas diárias sobre a questão do Irão. Ao que parece, a administração norte-americana ainda prefere a via diplomática para resolver a questão do Irão.

Por outro lado, há movimentações de porta-aviões norte-americanos e de aviões de guerra na direcção do Médio Oriente...

Aparentemente, os protestos diários terão diminuído de intensidade, mas sem comunicações para o exterior pouco se sabe da realidade actual. Segundo os activistas, foram assassinadas 2.637 pessoas, mas há quem fale em 12 mil e até 20 mil. A verdade dos factos, só o tempo o dirá. 

A diplomacia joga agora um papel crucial. Esta manhã Netanyahu conversou ao telefone com o presidente russo Putin, o qual ligou de seguida para o presidente iraniano. Por mais irónico que pareça, Putin ofereceu-se para mediar o conflito entre o Irão e Israel...

Uma das razões para o adiamento do ataque terá também a ver com a informação que o presidente Trump recebeu da parte do Irão de que as execuções previstas de manifestantes iriam ser canceladas. Não se sabe ao certo se o Irão está a cumprir esta promessa, uma vez que as execuções podem estar a ser realizadas em privado, em espaços não públicos. Há muito pouca informação do que realmente se passa agora no Irão, uma vez que continua o "apagão" da internet e dos telefones móveis. 

Shalom, Israel!

quarta-feira, janeiro 14, 2026

EUA DECLARAM ESTAR LANÇADO O INÍCIO DA SEGUNDA FASE DO PLANO PARA GAZA


O enviado especial da administração Trump Steve Witkoff anunciou hoje o lançamento da segunda fase do plano de 20 pontos proposto pelo presidente Donald Trump para terminar a guerra em Gaza. 

Numa declaração há pouco emitida, Witkoff disse que esta nova fase consistirá em "passar do cessar-fogo para a desmilitarização, governo tecnocrático e reconstrução."

"A Fase 2 estabelece uma administração tecnocrata palestiniana transitória para Gaza - o Comité Nacional para a Administração de Gaza - e dá início à total desmilitarização e à reconstrução de Gaza, iniciando com o desarmamento de todo o pessoal não autorizado."

"Os EUA esperam que o Hamas cumpra integralmente com as suas obrigações, incluindo imediato retorno do corpo do refém falecido. Falhar nisso acarretará graves consequências" - afirmou Witkoff. 

"Importante como foi, a Fase 1 permitiu a entrega histórica de ajuda humanitária, manteve o cessar-fogo, fez regressar todos os reféns vivos e os restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos" - declarou o enviado norte-americano, agradecendo ainda aos mediadores do Egipto, Turquia e Qatar pelos "seus esforços indispensáveis de mediação que tornaram hoje possível todo o progresso até agora obtido."

Shalom, Israel!