segunda-feira, dezembro 22, 2014

COMUNIDADE JUDAICA DO PORTO COMEÇOU A RECEBER PEDIDOS PARA CIDADANIA PORTUGUESA

O parlamento português votou unanimemente em Julho do ano passado a favor da possibilidade de judeus portugueses expulsos durante a Inquisição católica poderem adquirir a nacionalidade portuguesa.
A comunidade judaica portuguesa ficou responsável pela averiguação de todos os preceitos necessários para tal, tendo em conta os registos genealógicos e outras informações históricas e familiares indispensáveis.
Desde a passada Segunda-Feira, dia 15, que a comunidade judaica do Porto começou a receber os primeiros pedidos de cidadania de judeus espanhóis e portugueses expulsos há mais de 500 anos pela Inquisição Católica.
Segundo a lei que se espera possa ser aprovada nas próximas semanas pelo governo português, os requerentes à cidadania têm de ter os seus processos aprovados pela comunidade judaica local portuguesa.
Todos os judeus de ascendência portuguesa que pretendam a cidadania lusa, podem iniciar o seu processo contactando os responsáveis locais na cidade de Porto, através do seguinte email: 
portuguesenationality@comunidade-israelita-porto.org

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sábado, dezembro 20, 2014

GAZA ATACA, ISRAEL RETALIA, HAMAS AMEAÇA...

Poder-se-ia quase dizer que é a rotina diária na região sul de Israel. 
Mal refeitas dos ataques com centenas de rockets disparados pelos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, as populações do sul de Israel viveram ontem mais um assustador prenúncio da repetição de um filme que estão mais que cansadas de ver: ontem, no final da manhã, caiu em zona árida no sul de Israel um rocket disparado desde a Faixa de Gaza. Poucos minutos antes do meio dia as sirenes tocaram na região de Eshkol, perto da fronteira com Gaza, tendo sido seguidas por explosões. Elementos das Forças de Defesa de Israel vasculharam a área e encontraram um rocket caído em campo aberto, não havendo por isso quaisquer danos materiais ou humanos. 

Esta é já a terceira vez desde o fim da operação em Gaza no passado Verão que cai em Israel um rocket disparado de Gaza. 

ISRAEL RETALIA
Ontem mesmo à noite a poderosa Força Aérea de Israel avançou com um ataque aéreo contra uma unidade de treinamento do Hamas em Khan Younis, na Faixa de Gaza, como retaliação ao disparo do rocket. Não há registo de mortos ou feridos, nesta primeira incursão da aviação israelita após o cessar fogo no final de Agosto deste ano.
O porta-voz da Força Aérea israelita confirmou que tinha sido atingida uma "estrutura terrorista" pertencente ao braço militar do Hamas na parte sul da Faixa de Gaza.

HAMAS AMEAÇA
O Hamas reagiu prontamente à intervenção israelita, afirmando que "O ataque israelita de ontem à noite, tendo como alvo pescadores e agricultores, constitui uma escalada perigosa. Apelamos à comunidade internacional para que assuma a responsabilidade pela agressão israelita."
E depois, o Hamas faz a ameaça habitual: "A resistência tem o direito de responder à agressão israelita na altura e no lugar que entender."

As populações israelitas próximas de Gaza têm ultimamente confirmado explosões, testes e outras movimentações em Gaza, durante a noite. Por outro lado, fontes anónimas palestinianas têm vindo a informar que uma parte dos materiais de construção enviados para a reconstrução de habitações em Gaza está sendo desviado para a reconstrução de túneis que permitem a infiltração de terroristas em Israel.
Parece que o filme se iniciou uma vez mais...até quando?

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sexta-feira, dezembro 19, 2014

"A IGREJA PRECISA DE ISRAEL" - AFIRMAM LÍDERES MESSIÂNICOS





Num dos últimos programas de TV do meu querido irmão e amigo Jacob Damkani, tanto ele como o irmão e amigo Joseph Shulam, compartilham algumas ideias importantes acerca da relação incontornável entre a Igreja e Israel.
Dos cerca de 28 minutos de programa, gostaria de salientar as seguintes afirmações: 
Segundo Shulam, líder de uma vibrante congregação messiânica em Jerusalém, "Israel não está a ser reformado, está sim sendo restaurado."
"O processo iniciou-se há 105 anos atrás com os nossos pioneiros, através de cuja força e coragem, e com a ajuda de Deus, esta Terra tem-se tornado numa das nações mais avançadas do mundo."

JACOB DAMKANI, LÍDER DA ORGANIZAÇÃO
EVANGELÍSTICA "TROMBETA DE SALVAÇÃO",
LEVANDO O EVANGELHO ÀS RUAS DE ISRAEL
O destemido evangelista de rua Jacob Damkani, que já nos visitou em Portugal por 2 vezes e que nos faz sempre recordar o grande apóstolo Saulo/Paulo, completou este pensamento com a afirmação: "E eis-nos aqui fazendo o mesmo trabalho dos pioneiros, no nível espiritual. Eles estabeleceram o fundamento para a restauração física de Israel, e eis agora os pioneiros no Corpo (do Messias)."

Surgiu então a difícil questão de como retornar com o Evangelho ao seu contexto judaico original:
"O povo judeu está redescobrindo o nosso relacionamento com Yeshua (Jesus)...(depois de) um passado sangrento com o mundo cristão" - explicou Shulam, continuando: "Não se pode restaurar algo sem antes limpar o lixo, tanto no lado judeu como no cristão."
Damkani acrescentou que "Recebemos as coisas do mundo cristão numa certa forma, e precisamos realmente de despir Jesus do Seu cabelo loiro e dos olhos azuis...e redescobri-l'O novamente, para que assim o nosso povo se possa relacionar com Ele."

JOSEPH SHULAM
Shulam enfatizou que este processo não era benéfico só para os judeus, mas também para os cristãos:
"Os cristãos pelo mundo fora estão a começar a reconhecer que não precisam de importar toda a divisão, tradição e instituições criadas pelo homem no Ocidente, mas que podem ir directamente à Palavra de Deus, e tudo isto através de uma ligação com o Yeshua histórico e com o povo histórico de Deus, o povo judeu, e a Terra de Israel."
Shulam insistiu ainda que cristãos que se estão conectando com este fundamento bíblico "são uma chave para a restauração..." E acrescentou enfaticamente: "Não podemos ter uma Igreja bíblica sem que os judeus façam parte dela."

Damkani interrogou-se sobre o que seria necessário fazer para ensinar ao mundo cristão global que ele "não pode viver sem Israel, nem Israel pode viver sem a Igreja."
Ao que Shulam respondeu com a história do famoso rabino que se converteu a Yeshua e que explicou a base da relação de fé entre Israel e a Igreja, como sendo um puzzle gigante:
"O povo judeu tem 70% das peças do puzzle, mas a Igreja tem as peças centrais" - ensinou o rabino, concluindo em forma de explicação: "Nunca poderemos concluir o puzzle sem a Igreja, e a Igreja nunca pode terminá-lo sem Israel."

Shalom, Israel!

quinta-feira, dezembro 18, 2014

UM DIA NEGRO NA HISTÓRIA DA EUROPA

O dia de ontem - 17 de Dezembro - foi fértil em notícias preocupantes, em especial no que concerne a Israel e à sua relação com as nações europeias. 

1 - TRIBUNAL EUROPEU MANDA REMOVER O HAMAS DA LISTA DOS GRUPOS TERRORISTAS
Logo pela manhã soubemos que o Tribunal Europeu tinha ordenado a remoção do Hamas da lista europeia dos grupos terroristas, ou seja, os legisladores passam a tratar o grupo terrorista islâmico - cujo único objectivo é a aniquilação total do estado de Israel - como um grupo de resistência, e não mais como um grupo de terror...
Reagindo a tão ignóbil decisão, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu criticou severamente a Europa, fazendo uso da memória histórica, ao mencionar o esquecimento aparente dos 6 milhões de judeus assassinados em território europeu.
Federica Mogherini, a alta representante europeia para as relações exteriores, veio entretanto colocar "água na fervura", afirmando que o Hamas deve continuar na "lista negra" europeia das organizações terroristas.
Participando numa recepção da festa judaica "Hanuká" realizada na Comissão Europeia, em Bruxelas, a comissária europeia realçou a necessidade de se combater o anti-semitismo, acrescentando que o mundo deveria aprender com o exemplo dos macabeus (os resistentes judeus à helenização da Judeia).
Mogherini prometeu ainda aos judeus ali presentes que a União Europeia iria apelar à decisão do Tribunal de forma a assegurar que o Hamas seja novamente incluído na "lista negra" dos grupos terroristas.
É uma verdadeira atitude de imbecilidade dos legisladores europeus, um verdadeiro gesto de aceitação do terrorismo como forma de luta. Numa altura em que as povoações israelitas vizinhas da Faixa de Gaza testemunham preparações militares nocturnas do Hamas, incluindo testes com rockets, disparos e explosões, antecipando uma nova onda de ataques contra Israel, os juízes do Tribunal Europeu tratam este grupo terrorista em tudo semelhante ao "estado islâmico" com bondade e consideração...!
Confirmou-se entretanto que as operações e treinos militares actuais em Gaza são as maiores desde a última intervenção naquele território.

2 - PARLAMENTO EUROPEU VOTOU A FAVOR DO RECONHECIMENTO "EM PRINCÍPIO" DE UM ESTADO PALESTINIANO
Com 498 votos a favor, 88 contra e 111 abstenções, o Parlamento Europeu reunido ontem em Estrasburgo, França, votou também a favor de uma resolução "em princípio" de "um compromisso de reconhecimento de um estado palestiniano."
Devido à controvérsia, debate calorosos e discussões durante o plenário com os partidos de centro-direita, os deputados de esquerda que fizeram a proposta emendaram a mesma, de forma a atenuar os seus efeitos, acrescentando que a resolução de reconhecimento "acompanharia lado a lado" as conversações de paz entre israelitas e palestinianos.

3 - QUARTA CONVENÇÃO DE GENEBRA CONDENA ISRAEL
E como se não bastassem estas preocupantes decisões, Israel foi ontem mais uma vez condenado na 4ª Convenção de Genebra, uma reunião que prima pelo anti-semitismo, e como tal desconsiderada por países como o Canadá, EUA e a Austrália. Os países reunidos nesta conferência condenaram a actividade de construção de aldeamentos na Judeia, Samaria e na capital Jerusalém, alegando que essa prática "viola as responsabilidades de Israel como potência ocupante."

4 - PROPOSTA PALESTINIANA NAS NAÇÕES UNIDAS
Ontem ainda a Jordânia apresentou aos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas uma proposta de resolução para forçar Israel a retirar dos territórios "ocupados" em 1967, propondo levar o estado judaico a ter de abandonar grandes partes da Judeia, Samaria e até a repartir Jerusalém com os palestinianos até ao final de 2017.
A ironia desta proposta é ela mencionar o apelo à "paz" entre israelitas e palestinianos, quando se sabe que o efeito da mesma será exactamente o oposto...
A grande questão neste momento é saber qual a posição dos Estados Unidos, uma vez que se anseia que o "amigo americano" use do direito de veto e impeça o avanço desta resolução, que a ser aceite, colocaria em risco a própria sobrevivência de Israel.
A votação poderá ser realizada em 24 horas, adiada, ou até protelada "ad eternum", como já tem acontecido no passado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Lieberman, já considerou a proposta como "um artifício", alegando que sem o consentimento de Israel nada irá mudar no terreno.

Este caminho delineado pela União Europeia acarretará o seu próprio prejuízo. Não classificar o Hamas como grupo terrorista é um atentado à moral e aos princípios que durante séculos sustentaram a Europa na linha da frente do respeito pelos direitos humanos. 
Obrigar Israel a dividir a sua Terra é uma verdadeira promoção do terrorismo islâmico. Sabe-se perfeitamente pela História que de cada vez que Israel entrega terras aos palestinianos nada melhora, antes pelo contrário, intensificam-se os ataques terroristas contra as populações israelitas. Gaza é o perfeito exemplo disso.
Mas este é um caminho irreversível, já anunciado pela Palavra de Deus. 
Duas verdades importa no entanto salientar: primeiro, Israel vai sobreviver. Segundo, os inimigos de Israel vão cair por terra.
Não sou eu que o digo: é a Palavra de Deus que o garante. 
Assim seja!

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quarta-feira, dezembro 17, 2014

ANTIGA PEDRA CONFIRMA O REINADO DE DAVID

Uma pedra encontrada em Israel e actualmente em exposição no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque oferece novas evidências que apoiam a descrição bíblica do reinado do rei David.
Tudo leva a crer que a inscrição na pedra que parece referir-se à dinastia do rei David terá sido escrita em 830 a.C., uns "meros" 150 anos após o seu reinado em Israel.

Um artigo recentemente publicado pela "Biblical Archaeology Society" descreve a inscrição que se refere à dinastia do rei David como "extraordinária" e uma descoberta que substancia a narrativa bíblica do rei de Israel:
"A inscrição saúda Tel Dan, no Norte de Israel, e comemora as conquistas de Hazael, rei de Aram-Damasco, inimigo dos antigos reinos de Israel e Judá. Hazael reivindica ter morto tanto Jorão, rei de Israel, como Acazias, rei da "Casa de David" - ou Judá. A nação de Judá ser referida como "Casa de David" é algo de significativo porque é a única evidência arqueológica de um David histórico - uma crença que tem sido calorosamente debatida antes desta descoberta - substanciando assim parte da narrativa bíblica."
A "Agência Telegráfica Judaica" reportou na passada Segunda-Feira que esta pedra é um dos itens exibidos na exposição "Da Assíria à Ibéria no raiar da época clássica", no Museu de Nova Iorque.
O museu classificou-a como "a mais antiga referência extra-bíblica à Casa de David."
"Não há quaisquer dúvidas de que a inscrição é um dos mais importantes artefactos relacionados com a Bíblia alguma vez encontrados" - escreveu Eran Arie no catálogo da exibição. Eran é o curador dos períodos israelita e persa no Museu de Israel.
A pedra mede 13 x 16 polegadas e tem 13 linhas de texto legível.
No catálogo do museu preparado para a exibição, Arie escreveu que a inscrição com o nome de David é "uma clara indicação de que a 'Casa de David' era conhecida em toda a região e que a reputação do rei não foi uma invenção literária de um período muito posterior."
Isto "valida claramente a descrição bíblica de uma figura de nome David que se tornou o fundador da dinastia dos reis de Judá em Jerusalém."
REI DAVID
Segundo a "Agência Telegráfica Judaica", "o que é bem claro é que o rei aram-damasceno Hazael vangloria-se de ter morto 70 reis, incluindo os de Israel e os da 'Casa de David'". (Na opinião dos peritos, o número arredondado é provavelmente exagerado, embora Hazael tivesse uma reputação de ser cruel e bem sucedido).
As rachadelas na pedra nem obstruem nem obscurecem a inscrição da palavra 'bytdvd' - ou 'Casa de David' - que permaneceu "absolutamente intacta e clara" - afirmou Ira Spar, professor de História e estudos antigos em Nova Jersey, e pesquisador no Museu Metropolitano. 
Epigrafistas e historiadores bíblicos concordam unanimemente que as letras "bytdvd" se referem à Casa do rei David. 
"Sendo claro que David foi rei de Israel, a evidência arqueológica sobre a extensão do seu reino continua por esclarecer" - afirmou Spar. 

Shalom, Israel!

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terça-feira, dezembro 16, 2014

JUDEUS INICIAM HOJE CELEBRAÇÃO DA FESTA DO HANUKÁ - O MILAGRE DA PROVISÃO DIVINA

Esta época festiva é comum a duas grandes religiões: enquanto os católicos romanos celebram o nascimento de Jesus através da montagem de presépios nas igrejas, casas, ruas, shoppings, etc., os judeus acendem hoje as 9 velas do hanuká, o grande candelabro de 9 braços que celebra a história real do milagre do azeite que durou 8 dias no candelabro do Templo de Jerusalém durante um dos tempos de maior crise de Israel.
Esta noite inicia-se assim a Festa das Luzes, uma história celebrada pelos judeus do mundo inteiro, incluindo a cidade portuguesa de Belmonte, onde se iniciou um tempo de festas abertas a todos, judeus e não judeus.

JESUS TAMBÉM CELEBROU ESTA FESTA
O Messias Jesus também é referido como participando nesta grande festa, em Jerusalém: "Celebrava-se em Jerusalém a festa da dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão." - João 10:22 e 23.
Não há qualquer alusão a esta festa no Antigo Testamento, uma vez que ela se iniciou com um acontecimento ocorrido no período ocorrido entre o Antigo e o Novo Testamento, ou seja, cerca do ano 162 a.C.

O MILAGRE QUE DEU ORIGEM À FESTA DA DEDICAÇÃO - HANUKÁ
ALEXANDRE O GRANDE
Estava-se no tempo de Alexandre, o Grande. Este grande conquistador grego tinha já conquistado a Síria, o Egipto e a Terra de Israel, anexando-os ao seu império. Sendo um rei tolerante, permitiu que os diversos povos agora dominados por ele pudessem mesmo assim continuar a cultuar os seus deuses. Apesar disso, muitos judeus, preferiram mesmo assim assimilar a cultura grega prevalecente na época, tornando-se naquilo a que se chama de "judeus helenistas."
Após a morte de Alexandre o Grande, o império foi dividido entre os seus generais, tendo a Terra de Israel ficado na posse dos selêucidas. Durante cerca de 100 anos os judeus usufruiram na sua Terra os mesmos privilégios que os outros povos. 
Até que Antíoco III, bisneto de Seleuco, foi forçado a guerrear contra os romanos, uma guerra bastante dispendiosa. A partir daí os judeus caíram em desgraça com Antíoco III, e começou o inicio do fim da igualdade dos judeus no império greco-sírio.
No ano 174 a.C., Antíoco IV, filho de Antíoco III, começou a reinar sobre o império. Ele foi um rei cruel e implacável, um tirano de natureza descuidada, e desdenhoso para com a religião e os costumes que não os seus.

ANTÍOCO IV - O REI CRUEL, UM PROTÓTIPO DO ANTICRISTO
MOEDAS COM A EFÍGIE DE ANTÍOCO IV
Antíoco IV quis unificar o seu reino debaixo de uma só religião, a sua, com a adoração do deus grego Zeus. Em todo o império ele tratou de abafar a lei judaica. Removeu o sumo sacerdote João (Yochanan) do Templo de Jerusalém, tendo-o substituído pelo seu irmão Josué, um judeu helenista que escolheu para si um nome segundo o deus grego Jason. O agora denominado Jason fez uso da sua posição de sumo sacerdote em Jerusalém para infectar o sacerdócio e o povo judeu com as tradições e religião dos gregos. Jason foi pouco tempo depois substituído por um outro chamado Menelau, que profanou o Templo com a adoração de deuses gregos. 
João ficou revoltado com o comportamento do seu irmão e o de Menelau. Quando o rei Antíoco IV estava travando uma guerra contra o Egipto, João começou a ajuntar todos os judeus para desobedecerem aos novos costumes e à religião que lhes estavam sendo impostos. O povo judeu tinha medo da retaliação de Antíoco IV, e por isso a maioria nada fez. Contudo, quando os romanos começaram a espalhar o rumor de que Antíoco IV tinha sido morto, o povo judeu rebelou-se contra Menelau, obrigando-o a fugir.
ANTÍOCO IV
Para horror dos judeus, Antíoco voltou são e salvo da batalha e revoltou-se com a intromissão dos romanos e rebelião judaica. Ordenou então ao seu exército que atacasse os judeus, matando milhares deles. Antíoco IV criou então uma série de decretos extremamente duros contra o povo e a religião judaica.
Toda a adoração judaica foi proibida. Todos os rolos da Lei foram confiscados e queimados. A observação do Sábado e outras práticas foram completamente proibidas e punidas com a morte. À medida que os soldados iam de cidade em cidade saqueando a Terra de Israel, iam forçando os habitantes judeus a adorar os seus ídolos pagãos e comer carne de porco. Muitos acederam, mas alguns recusaram e foram mortos pelas suas crenças. A perversão foi tão grande, que Antíoco chegou ao ponto de sacrificar um porco no altar do Templo de Jerusalém.
Certo dia, os soldados de Antíoco chegaram a uma localidade chamada Modim, próxima de Jerusalém. Um velho sumo sacerdote chamado Matatias (Mattiyahu) habitava nesta cidade. Os soldados construíram um altar aos seus ídolos pagãos no centro da cidade e deram ordens a Matatias para ali adorar. Ele recusou. Um judeu helenista aproximou-se então do altar para sacrificar. Matatias pegou na sua espada e matou-o, tendo os seus filhos e vizinhos acometido contra os soldados gregos, matando-os e expulsando-os dali para fora.
MATATIAS MACABEU
Matatias sabia que quando Antíoco ouvisse desta rebelião haveria um alto preço a pagar, por isso fugiu com os filhos e vizinhos para as montanhas da Judeia. Ali viveram em grutas e encorajaram todos os judeus leais e corajosos a juntarem-se a eles. Formaram legiões e faziam ataques rápidos a partir das grutas contra posições de soldados gregos e sírios, destruindo os seus altares pagãos.
Quando o velho Matatias se encontrava no seu leito de morte, em 166 a.C., convocou os seus filhos, encorajando-os a defenderem a Torá. Sugeriu ainda que o estratega fosse Simão o Sábio, e nas batalhas o líder fosse Judas, o Forte. Judas era conhecido como o Macabeu - uma contracção da frase "Mi Kamocha Ba'eilim HaShem" (Quem ó Deus é como Tu?), extraído da canção de Moisés e dos israelitas ao Senhor depois que atravessaram o Mar Vermelho a seco (Êxodo 15:11).
Os seguidores de Judas tornaram-se conhecidos como os "Macabeus" e causaram muito pânico no império. Antíoco acabou por eventualmente enviar um dos seus melhores generais para limpar este pequeno bando de resistentes judeus. Só que, apesar de o exército do império ser muito melhor equipado e mais numeroso, os Macabeus triunfaram em todas as batalhas.
Antíoco IV concluiu que tinha de pôr cobro a esta rebelião de uma vez por todas, enviando para tal um exército de 40 mil homens para as montanhas da Judeia. Quando Judas e os Macabeus souberam da vinda do exército, clamaram: "Lutemos até à morte na defesa das nossas almas e do Templo!"
Os Macabeus lutaram então com Deus nos seus corações e a honra do judaísmo nas suas almas. Lutaram pela Torá e pelo Templo. Após uma série de batalhas sangrentas, acabou-se: tinham derrotado o poderoso exército de Antíoco IV!
Com a energia desta vitória, os Macabeus subiram a uma montanha nos arredores de Jerusalém e observaram a cidade. No dia 25 do mês de Kislev, desceram a montanha para libertarem Jerusalém e reclamar o seu Templo. Ao avançarem para a Cidade santa, iam ficando contristados com o que viam: ídolos, impurezas, e lixo por todo o lado. Entraram no santo Templo e ficaram chocados ao verem o mesmo estado. Jerusalém e o Templo tinham de voltar a ser santificados para Deus.

O MILAGRE DO AZEITE QUE NÃO ACABAVA
Os Macabeus começaram então o trabalho no Templo, limpando-o de todos os ídolos pagãos e edificando um novo altar. O candelabro de ouro havia sido roubado pelos sírios e pelos gregos, por isso os Macabeus fizeram um novo com os materiais que conseguiram arranjar. Eles queriam iluminar o candelabro (menorá) para rededicarem o Templo ao único Deus verdadeiro. Vasculharam no meio das ruínas em busca de um frasco com óleo sagrado, mas tinham sido todos conspurcados. Até que encontraram um pequeno jarro no qual o selo coatita ainda estava intacto.
Cuidadosamente, foram então derramando o azeite naquele novo candelabro artesanal, apesar de se terem apercebido de que aquele azeite apenas duraria para um só dia. Perceberam também que precisariam de mais 8 dias para santificar o novo óleo para o Templo. Mesmo assim, os Macabeus tinham fé, dedicaram o Templo sagrado e acenderam o candelabro.
Ocorreu então um grande milagre. O azeite ardeu durante a primeira noite, a segunda e a terceira! O azeite continuou a arder durante 8 noites até que mais óleo estivesse já preparado para uso no Templo!
Este milagre provou que Deus tinha sempre estado com os Macabeus. Eles lutaram por aquilo em que acreditavam, e permaneceram firmes mesmo perante a morte, com Deus ao seu lado. A sua fé em Deus e na Torá nunca vacilou, e Deus mostrou-lhes a Sua Divina presença!
Toda esta História marcante para o povo judeu está registada nos livros de I e II Macabeus que, não sendo canónicos, são no entanto de grande valor moral e histórico.

JESUS É O CHANUKÁ!
Jesus - a provisão de Deus para o homem - é tipificado por este candelabro, a presença de Deus no meio do Seu povo, sempre brilhando a Sua Luz!
Foi exactamente em Jerusalém que Ele aproveitou a ocasião para Se manifestar como a "Luz do Mundo". Numa altura em que Jerusalém se enchia de luzes em todos os seus recantos, Jesus usou sabiamente esta altura para Se "mostrar" como a verdadeira Luz que pode iluminar o coração dos homens: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida." - João 8:12.

Feliz Hanuká!

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segunda-feira, dezembro 15, 2014

NETANYAHU A CAMINHO DE ROMA PARA REBATER A PROPOSTA PALESTINIANA

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu chegou a Roma, onde, no final da tarde, terá um encontro com o secretário de estado norte americano John Kerry e o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi. O encontro entre os 3 líderes terá como assunto principal a proposta a apresentar pelos palestinianos ao Conselho de Segurança nesta próxima Quarta-Feira "obrigando" Israel a uma retirada programada da chamada "Margem Ocidental" - as terras bíblicas da Judeia e Samaria - num prazo máximo de 2 anos. A exigência palestiniana é para que Israel retire a sua presença para as fronteiras de 1967 e reconheça ainda um estado palestiniano.
Pouco antes de entrar no avião que o leva a Roma, Netanyahu afirmou que Israel não será forçado a aceitar uma retirada programada da "Margem Ocidental", mesmo que os palestinianos consigam ter êxito na sua proposta às Nações Unidas para forçar a mesma. 
"Dentro de uma realidade em que o terrorismo islâmico está estendendo as suas ramificações aos quatro cantos da terra, iremos refutar todo e qualquer esforço para trazer este terrorismo à nossa casa, o estado de Israel, e isto eu afirmo com toda a clareza possível" - declarou Netanyahu esta manhã.
Afirmando ainda que os esforços palestinianos são "incompatíveis com a paz genuína", Netanyahu acrescentou que Israel "não aceitará tentativas que nos forcem a medidas unilaterais num prazo limitado."
John Kerry já chegou ontem a Roma, onde já se encontrou por mais de 3 horas com o homólogo russo Sergey Lavrov, partindo amanhã para Londres para se encontrar com o negociador chefe dos palestinianos, Saeb Erekat e com o chefe da Liga Árabe, Nabil Al-Arabi.
No mês passado, a França tentou encabeçar uma nova iniciativa conjunta com a Alemanha e o Reino Unido, de forma a conseguir-se um consenso entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. 
Vários parlamentos europeus já votaram a favor do reconhecimento de um estado palestiniano, esperando-se que o parlamento europeu leve também o projecto à votação na sua assembleia do dia 18 deste mês. 
Segundo Netanyahu, uma retirada israelita para as fronteiras de 1967 representaria "trazer os extremistas islâmicos para os subúrbios de Tel Aviv e para o coração de Jerusalém."

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